Executivo de fintech analisando telas com preços de maquininhas e planos de pagamentos

No universo financeiro, uma sutil diferença na forma como apresentamos valores pode resultar em mudanças consideráveis no fechamento de negócios, percepção de valor e até na construção de uma marca sólida e confiável. Estamos convencidos, pela experiência com centenas de empresas e empreendedores em nosso ecossistema, de que estratégias inteligentes de precificação podem revolucionar as receitas de fintechs – principalmente no modelo white label.

O que é ancoragem de preço e por que ela funciona?

Ancoragem de preço é um conceito da psicologia comportamental: ao apresentar primeiro um preço de referência, todo valor subsequente será interpretado com base nessa “âncora”. Usamos todos os dias quando, por exemplo, vemos o valor de um produto riscado (“de: R$500, por: R$299”) ou ao comparar pacotes do tipo “básico, avançado e premium”.

Na prática, a primeira informação de preço impacta intensamente a forma como o cliente percebe as ofertas seguintes. Isso não só influencia escolhas, mas também cria um cenário onde ofertas mais completas ou rentáveis ganham destaque.

Quem define a primeira âncora controla o restante da conversa comercial.

No mercado de fintechs white label, onde atuamos de maneira direta junto aos nossos parceiros, a ancoragem se mostra ainda mais relevante. Ela ajuda tanto no processo de venda das maquininhas e soluções quanto na monetização via recorrência, por transação.

Por que ancoragem é estratégica para operações white label em fintech?

No modelo white label, como o oferecido pela Paytime, empresas e redes podem lançar seus próprios produtos financeiros, com autonomia para decidir sua própria precificação, planos e taxas. Essa liberdade abre um campo fértil para criarmos estratégias comerciais que maximizam a receita sem aumentar a pressão sobre o consumidor final.

Ao estruturar ofertas em camadas e deixar claro o que está incluso em cada pacote (e o que agrega valor), conseguimos guiar o olhar do cliente para alternativas mais completas e lucrativas para o negócio.

Como estruturar ofertas e criar referências atrativas

Pensando no cenário de pagamentos, veja técnicas práticas que implementamos e sugerimos a nossos parceiros:

  • Apresente pacotes progressivos: Exiba sempre o plano mais completo antes do mais básico. Exemplo: começar pelo plano Business, depois mostrar Expert e por último o Easy. Isso faz o plano intermediário parecer uma escolha sensata diante do completo, e mais vantajosa do que o básico.
  • Use comparativos claros: Crie tabelas que evidenciem ganhos em cada categoria (“comissão menor”, “mais serviços bancários incluídos”, “aplicativos avançados”, etc), sempre com valores lado a lado.
  • Inclua “bônus” em pacotes superiores: Ofereça funcionalidades exclusivas apenas nos planos mais avançados, posicionando-as como diferenciais tangíveis.
  • Utilize exemplos reais: Apresente cenários: “Com o plano Expert, o parceiro X aumentou o ticket médio em 35% integrando múltiplos métodos de pagamento em sua rede”.
  • Destaque valores de referência: Mostre o quanto o parceiro pode economizar em infraestrutura, tecnologia e compliance usando a estrutura Paytime White Label.

Três colunas comparando planos white label para fintechs com listas de funcionalidades Essas ações criam, na mente do cliente, um senso de escala de valor. Assim, não importa o ponto de partida, sempre haverá uma oferta superior como referência, e a escolha tende a pender para alternativas de maior valor agregado, ampliando a rentabilidade de toda a operação.

Aplicando ancoragem de valor em soluções financeiras

Sabemos que uma fintech white label pode oferecer dezenas de produtos: desde contas digitais, passando por Pix, boleto, TED, até maquininhas, soluções Tap on Phone, APIs e gateways de pagamento. A variedade permite brincar com diferentes ancoragens, ora colocando o foco na tecnologia, ora em comodidade, ou ainda em segurança e personalização.

Um dos métodos que mais geram resultados, em nossa experiência, é criar combos ou soluções integradas. Por exemplo, ao agrupar máquinas de cartão com conta digital e dashboard personalizado, é possível apresentar um preço total competitivo e demonstrar a economia em vez de adquirir cada item isoladamente.

Quando mostramos quanto o investimento em um ecossistema, como o da Paytime, economiza em custos ocultos de desenvolvimento e compliance, a percepção de valor aumenta significativamente.

Psicologia dos preços integrando percepção, confiança e ticket médio

Usar a psicologia dos preços com responsabilidade vai além de simples manipulação. Trata-se de alinhar expectativas e emoções a favor de bons negócios, tanto do lado do parceiro quanto do consumidor final.

Entre as principais técnicas que utilizamos, destacam-se:

  • Regra dos três preços: Sempre oferecemos três opções (básica, intermediária, premium). O plano intermediário costuma ser o mais aderente e rentável, enquanto o plano de entrada funciona como âncora e o mais caro “justifica” o investimento no meio.
  • Valores “quebrados”: Preços como R$49,90 ao invés de R$50 transmitem percepção de vantagem, embora a diferença seja mínima.
  • Ancoragem ascendente: No lançamento de um produto, apresentamos um preço promocional que, ao ser reajustado no futuro, mantém a sensação de vantagem para quem aderiu antes.
  • Percepção de exclusividade: Benefícios exclusivos para quem migra para planos superiores (ex: limitação no número de POS gratuitas mediante meta de TPV atingida).

Cliente analisando diferentes opções de planos e preços em app de fintech Essas práticas priorizam a transparência. Afinal, a confiança é o maior patrimônio em toda operação financeira.

Monetização recorrente: ampliando margens com ancoragem

Muitas empresas imaginam que vender a maquininha ou a taxa do serviço é o fim da linha. Não é. No ecossistema da Paytime, desenhamos modelos em que o parceiro ganha também com a recorrência sobre cada transação (crédito, débito, Pix, boleto), ampliando as receitas mensais de forma previsível e escalável.

Ao usar ancoragem na apresentação da participação nas transações (porcentagens, valores fixos ou faixas de comissão), conseguimos demonstrar que formatos mais completos geram lucro recorrente, e não apenas receita pontual, resultado vital para o crescimento sustentável.

Transparência e ética: limites saudáveis da técnica

Nunca sugerimos ancoragens “artificiais”. O objetivo é mostrar valor real, não induzir escolha por meio de falsas promoções ou pacotes criados apenas para manipular.

Prezamos pela clareza quanto ao que está incluso, políticas de upgrade, manutenção e funcionamento dos serviços. Quanto maior a honestidade, maior a confiabilidade para que o parceiro mantenha sua reputação (que, no modelo white label, é associada diretamente à dele e à nossa).

Além disso, defendemos revisões periódicas das ofertas, ouvindo clientes e ajustando o portfólio para evitar distorções de percepção e margens desalinhadas.

Monitoramento e ajustes: análise inteligente pós-ancoragem

Aqui, dados são aliados poderosos. Os parceiros da Paytime contam com nosso painel de performance e aplicativos de gestão, que permitem acompanhar em tempo real:

  • Taxas de conversão em cada plano e pacote;
  • Ticket médio por cliente/segmento;
  • Adesão a funcionalidades de alto valor econômico;
  • Evolução da receita recorrente e de base;
  • Taxa de upgrades e duração do ciclo do cliente.

Com essas métricas, oferecemos apoio estratégico para identificar ajustes finos, seja na comunicação, nos benefícios ou até em pequenas mudanças na precificação.

Foco em decisão baseada em dados protege margens e fortalece a sustentabilidade.

Paytime, inovação e resultados reais

Integrar uma solução de fintech white label, como a Paytime, nos permite personalizar ofertas, praticar preços competitivos e ainda garantir segurança regulatória e suporte estratégico, acelerando o crescimento dos nossos parceiros.

Além disso, em nossa trajetória, já comprovamos o impacto positivo da atuação das fintechs, gerando economia real para o mercado. Um estudo da FIPE revelou que as fintechs proporcionaram redução média de 36,8% nas tarifas bancárias no Brasil, gerando bilhões em benefícios aos consumidores, provando que inovação e eficiência podem caminhar juntas segundo estudo da FIPE.

Não basta apenas inovar em tecnologia, inovar em modelos de preço é igualmente poderoso. Nossa experiência mostra que a aplicação correta da ancoragem permite que fintechs white label conquistem mercado, fidelizem clientes e criem fontes de receita previsíveis, estáveis e em expansão contínua.

Conclusão: hora de repensar sua estratégia comercial

Se sua empresa busca ampliar receitas, ganhar autonomia e ainda entregar mais valor aos seus clientes, chegou o momento de considerar práticas modernas de precificação. Nossa equipe está pronta para ajudar em cada etapa, apoiando o crescimento sustentável do seu empreendimento com as soluções mais avançadas do mercado, da tecnologia à estratégia de preços.

Conheça mais sobre nossos planos e veja como sua empresa pode escalar no universo fintech de forma rápida, segura e inteligente. Fale conosco e torne-se parte do ecossistema Paytime hoje mesmo.

Perguntas frequentes sobre ancoragem de preço em fintechs

O que é ancoragem de preço?

A ancoragem de preço é uma estratégia em que um preço inicial é apresentado como referência para influenciar a percepção dos valores seguintes. Funciona como um ponto de comparação e tende a tornar alternativas intermediárias ou de maior valor agregado mais atraentes para o cliente, facilitando a tomada de decisão.

Como usar ancoragem para vender mais?

Utilize diferentes pacotes ou planos, comece sempre apresentando a solução mais completa ou de maior valor e destaque suas vantagens. Inclua benefícios exclusivos e mostre claramente a economia ou os diferenciais que cada opção oferece. A segmentação de ofertas e exemplos práticos ajudam a orientar a escolha para as opções que trazem maior retorno para a empresa.

Ancoragem de preço funciona em fintechs?

Sim, funciona com ainda mais força! No universo de fintechs, onde os produtos são intangíveis e os serviços muitas vezes complexos, a ancoragem gera um ponto de referência claro para o cliente. Isso torna a decisão mais simples, aumenta o ticket médio e ajuda a comunicar o valor da solução, principalmente em modelos white label com liberdade de precificação.

Quais exemplos de ancoragem no mercado financeiro?

Exemplos comuns incluem a apresentação de pacotes de serviços bancários escalonados (básico, intermediário, avançado), maquininhas com funcionalidades extras em planos superiores, taxas promocionais por tempo limitado, ou descontos para adesão antecipada. O cenário de fintechs white label, como o da Paytime, permite estruturar essas ofertas de forma personalizada e alinhada ao posicionamento da marca.

Ancoragem de preços aumenta a receita?

Sim! Quando aplicada de forma ética e transparente, a ancoragem direciona os clientes para opções mais completas e rentáveis, estimula upgrades e fidelização. Isso amplia o ticket médio, eleva a recorrência e faz o negócio crescer de maneira estável e sustentável.

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Sobre o Autor

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Paytime é referência no mercado de soluções financeiras white label, ajudando pessoas e empresas a entrarem no setor de pagamentos de forma acessível, segura e personalizada. Desde 2018, a Paytime desenvolve tecnologias e oferece suporte completo para que empreendedores transformem ideias em negócios próprios, democratizando o acesso a ferramentas e integrações digitais essenciais. Com paixão por inovação e eficiência, a Paytime busca empoderar seus parceiros no crescimento sustentável.

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